Tontura e AVC: Quando a tontura é um sinal de alerta grave
Introdução
A tontura é um sintoma comum que, muitas vezes, é subestimado. No entanto, em alguns casos, pode ser um sinal de alerta para algo muito mais sério: um Acidente Vascular Cerebral ou Encefálico (AVC/AVE), popularmente conhecido como derrame. Embora a tontura isolada raramente seja o único sintoma de um AVC, quando ela vem acompanhada de outros sinais neurológicos, é crucial procurar ajuda médica imediatamente. Reconhecer os sinais de um AVC é essencial, pois, nesse caso, tempo é cérebro! Quanto mais rápido o diagnóstico e o tratamento, maiores as chances de recuperação e menores as sequelas. Além do AVC, existe também o Ataque Isquêmico Transitório (AIT), que pode causar sintomas semelhantes, como: tontura, fraqueza ou dificuldade para falar. A diferença é que, no AIT, esses sintomas desaparecem completamente em poucas horas. Mesmo assim, ele deve ser levado a sério, pois é um forte sinal de risco para um AVC mais grave no futuro.
Fisiopatologia
Um AVC ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro é interrompido (AVC isquêmico) ou quando há um sangramento dentro do cérebro (AVC hemorrágico). O cérebro, assim como qualquer outro órgão, precisa de oxigênio e nutrientes, que são transportados pelo sangue. Quando essa irrigação sanguínea é comprometida, as células cerebrais começam a morrer. A tontura pode surgir em um AVC quando a área do cérebro responsável pelo equilíbrio, como o cerebelo ou o tronco cerebral, é afetada. Nesses casos, geralmente ela pode vir acompanhada de outros sintomas neurológicos, como:
- dificuldade para andar,
- desequilíbrio súbito,
- fraqueza em um lado do corpo,
- dificuldade para falar ou entender,
- visão dupla ou embaçada,
- alteração de sensibilidade na face ou no corpo,
- dor de cabeça súbita e intensa.
Diagnóstico:
O diagnóstico de um AVC é uma emergência médica. Se a tontura vier acompanhada de qualquer um dos sinais de alerta mencionados anteriormente procure um pronto-socorro imediatamente. No hospital, o diagnóstico é feito levando em consideração os sintomas mencionados e complementado com exames de imagem do cérebro, como a tomografia computadorizada (TC) ou a ressonância magnética (RM), que podem identificar a área afetada e o tipo de AVC. O médico também realiza um exame neurológico completo para avaliar os déficits presentes. A rapidez no diagnóstico é fundamental para iniciar o tratamento adequado e minimizar os danos cerebrais.
Tratamento:
O tratamento depende do tipo e da gravidade do AVC.
- No AVC isquêmico, o objetivo é restaurar o fluxo sanguíneo o mais rápido possível. Isso pode ser feito com medicamentos que dissolvem o coágulo (trombólise) ou com procedimentos que o removem (trombectomia mecânica).
- No AVC hemorrágico, o tratamento visa controlar o sangramento e reduzir a pressão dentro do cérebro.
Após a fase aguda, a reabilitação é essencial para a recuperação funcional, incluindo fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. Em resumo, embora a tontura possa ser um sintoma comum, conhecer os sinais de alerta e buscar atendimento médico imediato são atitudes fundamentais para garantir um bom prognóstico. Não hesite em procurar ajuda se suspeitar de um AVC ou AIT. Sua vida pode depender disso.